
quarta-feira, dezembro 19, 2007
segunda-feira, dezembro 10, 2007
ONU: Fome mata uma criança a cada cinco segundos
Hããã… Direitos Humanos? A “cimeira” já acabou, esse assunto já foi tratado e está arrumado…
Neste momento o assunto em discussão é outro.
segunda-feira, outubro 29, 2007
Exposição sobre terrenos públicos no Zambujal
Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede
Carlos Alberto Rebola Pereira, B.I. N.º xxxxxxx emitido em 16/11/1999 pelo Arquivo de Identificação de Coimbra, contribuinte fiscal Nº xxxxxxx da Repartição de Finanças 0710 de Cantanhede, morador na Rua Vale de Zambujal, N.º 108, Zambujal, 3060-115 Cadima.
Na qualidade de munícipe vem requerer a V. Exa. ao abrigo da legislação aplicável, que a Câmara Municipal proceda à delimitação, por meio de marcos, dos terrenos que no Zambujal não são propriedade privada, designadamente o terreno identificado com o artigo matricial N.º 18192, cuja gestão e administração são da responsabilidade das autarquias.
Zambujal, 12 de Dezembro de 2005
Pede deferimento
Junta: - Exposição
Exposição
Zambujal, 12 de Dezembro de 2005
Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede
Com conhecimento ao Sr. Presidente e membros da Assembleia Municipal e ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Cadima
Assunto: Património
Carlos Alberto Rebola Pereira, morador no lugar do Zambujal.
Na sequência da carta que lhe enviei aquando da campanha eleitoral e de outras iniciativas que há mais de uma década vêm sido tomadas junto da Câmara Municipal sempre com o objectivo claro de que a Câmara Municipal tome as decisões necessárias à resolução definitiva da seguinte situação:
A) Assiste-se há mais de uma década a uma sistemática ocupação e delapidação de património que é todos.
B) Esse património é constituído essencialmente por terrenos.
(No Lugar do Zambujal não existe assembleia de compartes de baldios)
Esta situação parece pôr em causa:
- A preservação do ambiente, parte do referido património situa-se em plena REN.
- A qualidade de vida dos munícipes, retirando-lhe espaços comuns, onde a liberdade de circulação e fruição de espaços naturais privando-os do seu gozo.
- O relevo, flora e fauna em zonas que estão classificadas para a sua preservação, (orquídeas, aromáticas e outras plantas autóctones, aves, mamíferos e répteis).
- Formações geológicas de calcários margosos referenciadas em cuja superfície são encontrados fósseis, dos quais o nosso Museu da Pedra se orgulha de mostrar exemplares por exemplo amonites.
- Nascentes e lagoas que em tempos abasteceram as populações do Zambujal e lugares vizinhos, deram e, ainda dão de beber, a animais domésticos e selvagens.
- Condutas de água que abastecem o Zambujal e Fornos cujas estruturas estão a ser deterioradas.
- As linhas de água e níveis freáticos com a deposição de inertes, entulhos, lixo etc.
- Os factos supra relatados podem pôr em causa o Poder Local e a Autoridade Autárquica.
Note-se, que o Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Cantanhede com os seus serviços funcionais Ordenamento do Território e Informação Geográfica possuem com certeza as informações das alterações operadas no território do Concelho.
Em anexo faculta-se três fotografias aéreas do Concelho de há cerca de dez anos, onde se pode ver as áreas do Monte Grande, Rodelos, São Gião e Lagoa do Ladrão. Para que se tenha uma visão da modificação do relevo e da erosão das zonas identificadas nas fotografias, compare-se com as actuais.
A Câmara Municipal conhece estes factos, mercê das visitas feitas aos locais, lamentavelmente sem consequências jurídicas e práticas.
Compare-se a foto 3 com a foto 4:
Na primeira mostra-se o Monte Grande na seguinte a Quinta de São Mateus, onde foi projectado e construído o novo quartel dos Bombeiros Voluntários.
A Câmara Municipal permitiria que se fizesse na Quinta de São Mateus o que se fez no Zambujal?
Por fim, deixa-se à consideração de V. Exa. Algumas frases que se Vão ouvindo mas que acabam por cansar!
“A Câmara deixa apanhar tudo e não se importa”;
“Eles apanham o que querem e ninguém quer saber”;
“Não se preocupe que está tudo a ser resolvido”;
“Sabe o problema é deixar-se arrastar as coisas tanto tempo”;
“A Câmara não tem meios”;
“Não é assim tão simples”;
“Vou por fulano de tal ao corrente”;
“Provavelmente só em tribunal se resolve”;
“Tiveram trinta anos para reclamar e não o fizeram”;
“Agora é tarde demais”;
“……………………………………………………”
“A Culpa morrerá solteira” ?
Carlos Alberto Rebola Pereira
Anexos: - quatro fotografias
Anexo 1
Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede
Carlos Alberto Rebola Pereira, B.I. N.º xxxxxxx emitido em 16/11/1999 pelo Arquivo de Identificação de Coimbra, contribuinte fiscal Nº xxxxxxx da Repartição de Finanças 0710 de Cantanhede, morador na Rua Vale de Zambujal, N.º 108, Zambujal, 3060-115 Cadima.
Na qualidade de munícipe vem requerer a V. Exa. ao abrigo da legislação aplicável, que a Câmara Municipal proceda à delimitação, por meio de marcos, dos terrenos que no Zambujal não são propriedade privada, designadamente o terreno identificado com o artigo matricial N.º 18192, cuja gestão e administração são da responsabilidade das autarquias.
Zambujal, 12 de Dezembro de 2005
Pede deferimento
Junta: - Exposição
Exposição
Zambujal, 12 de Dezembro de 2005
Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede
Com conhecimento ao Sr. Presidente e membros da Assembleia Municipal e ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Cadima
Assunto: Património
Carlos Alberto Rebola Pereira, morador no lugar do Zambujal.
Na sequência da carta que lhe enviei aquando da campanha eleitoral e de outras iniciativas que há mais de uma década vêm sido tomadas junto da Câmara Municipal sempre com o objectivo claro de que a Câmara Municipal tome as decisões necessárias à resolução definitiva da seguinte situação:
A) Assiste-se há mais de uma década a uma sistemática ocupação e delapidação de património que é todos.
B) Esse património é constituído essencialmente por terrenos.
(No Lugar do Zambujal não existe assembleia de compartes de baldios)
Esta situação parece pôr em causa:
- A preservação do ambiente, parte do referido património situa-se em plena REN.
- A qualidade de vida dos munícipes, retirando-lhe espaços comuns, onde a liberdade de circulação e fruição de espaços naturais privando-os do seu gozo.
- O relevo, flora e fauna em zonas que estão classificadas para a sua preservação, (orquídeas, aromáticas e outras plantas autóctones, aves, mamíferos e répteis).
- Formações geológicas de calcários margosos referenciadas em cuja superfície são encontrados fósseis, dos quais o nosso Museu da Pedra se orgulha de mostrar exemplares por exemplo amonites.
- Nascentes e lagoas que em tempos abasteceram as populações do Zambujal e lugares vizinhos, deram e, ainda dão de beber, a animais domésticos e selvagens.
- Condutas de água que abastecem o Zambujal e Fornos cujas estruturas estão a ser deterioradas.
- As linhas de água e níveis freáticos com a deposição de inertes, entulhos, lixo etc.
- Os factos supra relatados podem pôr em causa o Poder Local e a Autoridade Autárquica.
Note-se, que o Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Cantanhede com os seus serviços funcionais Ordenamento do Território e Informação Geográfica possuem com certeza as informações das alterações operadas no território do Concelho.
Em anexo faculta-se três fotografias aéreas do Concelho de há cerca de dez anos, onde se pode ver as áreas do Monte Grande, Rodelos, São Gião e Lagoa do Ladrão. Para que se tenha uma visão da modificação do relevo e da erosão das zonas identificadas nas fotografias, compare-se com as actuais.
A Câmara Municipal conhece estes factos, mercê das visitas feitas aos locais, lamentavelmente sem consequências jurídicas e práticas.
Compare-se a foto 3 com a foto 4:
Na primeira mostra-se o Monte Grande na seguinte a Quinta de São Mateus, onde foi projectado e construído o novo quartel dos Bombeiros Voluntários.
A Câmara Municipal permitiria que se fizesse na Quinta de São Mateus o que se fez no Zambujal?
Por fim, deixa-se à consideração de V. Exa. Algumas frases que se Vão ouvindo mas que acabam por cansar!
“A Câmara deixa apanhar tudo e não se importa”;
“Eles apanham o que querem e ninguém quer saber”;
“Não se preocupe que está tudo a ser resolvido”;
“Sabe o problema é deixar-se arrastar as coisas tanto tempo”;
“A Câmara não tem meios”;
“Não é assim tão simples”;
“Vou por fulano de tal ao corrente”;
“Provavelmente só em tribunal se resolve”;
“Tiveram trinta anos para reclamar e não o fizeram”;
“Agora é tarde demais”;
“……………………………………………………”
“A Culpa morrerá solteira” ?
Carlos Alberto Rebola Pereira
Anexos: - quatro fotografias
Anexo 1

Foto 1 – Nesta foto, com cerca de dez anos, é mostrada e assinalada a chamada “Estrada Real” numa extensão de cerca de 1500 metros entre o Monte Grande e a Lagoa do Ladrão. A faixa de terreno assinalada em alguns pontos chegava a ter mais de 40 metros de largura. O rectângulo, que é mostrado na foto seguinte, amplia a zona da nascente dos Rodelos.
Anexo 2

Foto 2 – Nesta foto, que é ampliação zona limitada a negro na Foto 1, vêem-se os vários caminhos públicos e formações geológicas de calcários margosos e também se pode avaliar a sua largura. Actualmente encontra-se toda a área modificada.
Anexo 3

Foto 3 – Nesta foto está assinalado o terreno, propriedade da Câmara Municipal, identificado com o artigo matricial N.º 18192, também estão assinalados terrenos que foram intervencionados recentemente, com a deposição de inertes e restos de alcatrão, retirados das valas para o saneamento e drenagem de águas residuais do Zambujal, foi com conhecimento da Câmara Municipal?
Anexo 4

Foto 4 – Nesta foto da zona do estádio dos Marialvas, Tribunal, Biblioteca e Quinta de São Mateus na cidade, foi aposto o contorno dum dos terrenos propriedade da Câmara Municipal no Monte Grande Zambujal, para que possamos fazer uma comparação em termos de área, as fotos estão a uma escala parecida, senão igual.
Aliás na zona do Monte Grande existe superfície bastante para construir vários quartéis de bombeiros em terreno público.
Etiquetas:
Cartas aos autarcas
Carta aos candidatos autárquicos em 2005
Carta enviada aos candidatos à presidência da CMC e Junta de Freguesia de Cadima durante a campanha eleitoral. Esta é um exemplo, pois todas as outras eram do mesmo teor.
Zambujal, 3 de Outubro de 2005
Senhor Candidato à Presidência da Junta de Freguesia de Cadima Exmo. Senhor José Alberto
Sou Carlos Alberto Rebola Pereira, eleitor, morador no lugar de Zambujal e venho por este meio solicitar ao Senhor Candidato a Presidente da nossa Junta de Freguesia, me informe ou torne público, o que considero mais consentâneo com o período eleitoral, qual a posição que a Junta de Freguesia a ser dirigida por Vossa Exa. assumirá em relação ao património público que existe no Zambujal e sobre o qual não referenciamos quaisquer sinais claros de acções de reivindicação por parte da Junta de Freguesia, pelo contrário, verificou-se por estes dias particulares a reclamarem como seu património público, como por exemplo no Penedo do Pires, no São Francisco, no cruzamento rua do Outeiro Rodeios, etc. Estou a falar concretamente dos terrenos públicos rústicos e incultos, numa extensão que acompanha a chamada Estrada Real que vai do Monte Grande à Lagoa do Ladrão (logadrão), passando pelos Rodelos, mas existem outros terrenos que merecem a mesma atenção. Estou motivado para esta questão porque ainda recentemente no Zambujal, para que a população readquirisse terrenos que sempre foram públicos teve que se recorrer aos tribunais, com enormes custos sociais e de toda a ordem, situação que se evitará, se a Junta de Freguesia com o devido apoio da Câmara Municipal, atempadamente, não deixar que se delapide por qualquer modo o seu património, que em última análise é de todos e não só de alguns. A correcta afectação deste património, pode contribuir para a melhoria do meio ambiente e em consequência da qualidade de vida de todos.
Ao exercer os meus direitos de cidadania quero fazê-lo com a convicção e consciência que cumpro os deveres desta mesma cidadania.
Com votos de boa campanha para o esclarecimento e consciencialização dos moradores na
nossa Freguesia, o meu abraço
Carlos Alberto Rebola Pereira
P.S. - Esta minha solicitação foi enviada a todos os candidatos à Presidência da Junta de Freguesia e Câmara Municipal.
Zambujal, 3 de Outubro de 2005
Senhor Candidato à Presidência da Junta de Freguesia de Cadima Exmo. Senhor José Alberto
Sou Carlos Alberto Rebola Pereira, eleitor, morador no lugar de Zambujal e venho por este meio solicitar ao Senhor Candidato a Presidente da nossa Junta de Freguesia, me informe ou torne público, o que considero mais consentâneo com o período eleitoral, qual a posição que a Junta de Freguesia a ser dirigida por Vossa Exa. assumirá em relação ao património público que existe no Zambujal e sobre o qual não referenciamos quaisquer sinais claros de acções de reivindicação por parte da Junta de Freguesia, pelo contrário, verificou-se por estes dias particulares a reclamarem como seu património público, como por exemplo no Penedo do Pires, no São Francisco, no cruzamento rua do Outeiro Rodeios, etc. Estou a falar concretamente dos terrenos públicos rústicos e incultos, numa extensão que acompanha a chamada Estrada Real que vai do Monte Grande à Lagoa do Ladrão (logadrão), passando pelos Rodelos, mas existem outros terrenos que merecem a mesma atenção. Estou motivado para esta questão porque ainda recentemente no Zambujal, para que a população readquirisse terrenos que sempre foram públicos teve que se recorrer aos tribunais, com enormes custos sociais e de toda a ordem, situação que se evitará, se a Junta de Freguesia com o devido apoio da Câmara Municipal, atempadamente, não deixar que se delapide por qualquer modo o seu património, que em última análise é de todos e não só de alguns. A correcta afectação deste património, pode contribuir para a melhoria do meio ambiente e em consequência da qualidade de vida de todos.
Ao exercer os meus direitos de cidadania quero fazê-lo com a convicção e consciência que cumpro os deveres desta mesma cidadania.
Com votos de boa campanha para o esclarecimento e consciencialização dos moradores na
nossa Freguesia, o meu abraço
Carlos Alberto Rebola Pereira
P.S. - Esta minha solicitação foi enviada a todos os candidatos à Presidência da Junta de Freguesia e Câmara Municipal.
Etiquetas:
Cartas aos autarcas
domingo, outubro 21, 2007
Opinião "Cidadania e ambiente"
Olá Dr. Vasco li hoje, o seu artigo de opinião na "Boa Nova" e partilho, concordando, com o que escreveu. Os meus parabéns pelo artigo.Dr. Vasco quanto ao exercício da cidadania quero dizer-lhe o que penso à guisa de desabafo.- Ressalvando as devidas excepções, os políticos com responsabilidades, legitimidades decisórias, em tempo de eleições dizem "eu faço..." , "eu comprometo-me a fazer...", "Eu ...", convencem o eleitorado e por isso são eleitos.- Depois de eleitos dizem "as responsabilidades são de todos ..." fazendo tudo por nos esquecermos que elegemos cidadãos que assumiram muito maiores responsabilidades, que as dos comuns cidadãos o grosso dos eleitores. Isto faz-me lembrar a (história do passarinho e da águia perante o incêndio na floresta) em que o passarinho levava água no bico em correria louca para apagar o incêndio e a águia perguntou-lhe o que ele andava a fazer, sabendo-se que as águias não falam com os passarinhos, comem-nos.- Quando alguém exerce o direito de cidadania e deveres constitucionais, na defesa do ambiente e património que é de todos, também dos políticos estes não raramente fazem tudo para o desmobilizar, muitas vezes argumentando com questões financeiras "o omnipotente DEUS DINHEIRO dos nossos dias".- Quando o exercício de cidadania é exercido em defesa da comunidade e não é atendido por quem pode resolver a questões que se querem resolvidas para o bem da comunidade, cria no cidadão responsável muitas vezes revolta, que o tempo transforma em tristeza e depois em alheamento e desprezo pelos seus deveres e direitos, pelos menos resistentes, ou mais vulneráveis ao desgaste psicológico que intencionalmente ou não, lhe é infligido. Aí os que dizem que "todos são responsáveis" menos eles, ao que parece, sentem-se vitoriosos com a demissão dos que reivindicam a solução dos problemas ambientais, com essa demissão acabaram-se as chatices (a avestruz de cabeça na areia). Deste património que é de todos, o Ambiente, que continua a ser tão mal tratado com as consequências que referiu no seu artigo.- A Agenda 21 é clara quando refere que são os pequenos ataques ambientais não resolvidos localmente que ao se acumularem geram os grandes problemas que hoje afligem o ambiente. Os imensos areias dos desertos são constituídos pela soma de pequeníssimos grãos de areia. A mesma agenda 21 recomenda que devemos pensar globalmente, planear regionalmente e agir localmente.Dr. Vasco o meu desabafo resulta da grande tristeza pelo facto de estar a ser testemunha de graves atentados ao ambiente que poderiam ser resolvidos facilmente.Tenho esperança numa geração de políticos autarcas jovens que têm como prioridade a defesa do ambiente. Entre nós algo tem sido feito, apesar de insuficiente.Não sou budista, mas o Dalai Lama, fez-me reflectir. quando disse ontem perante uma assistência de portugueses "compreendo que o governo não possa fazer muito pelos direitos humanos" riu-se e rematou "mas vocês cidadãos podem"
Equivocos sobre psicologia e religiões de Vasco Otero
A minha opinião sobre o teu artigo " Equívocos sobre Psicologia e Religiões" em http://dosonhoaoprojecto.blogspot.com/
Na minha opinião, a grande questão que se coloca é a super especialização (saber quase tudo sobre quase nada) que a sociedade de hoje exige. O homem aspira a completar-se, mas é obrigado a não misturar, é-lhe quase que exigido uma abordagem analítica de acerca de tudo. Isto é, temos que analisar as coisas isoladamente, e optar. Penso que na questão religiosa, não se foge à regra.
Criam-se muros em vez de pontes. Talvez, se ao contrário fosse exigida uma análise sistémica, o "paradigma perdido" explanado por Edgar Morin, fosse encontrado.
Senão vejamos. Porque havemos de ter uma só religião ou ideologia quase sempre geradoras de intolerâncias e fanatismos (dogmas e verdades absolutas) quando a integração de todos os saberes adquiridos pela humanidade até hoje são (penso) o caminhar para o que se atribui a "deus" dogmaticamente e que desconhecemos e possivelmente nunca será conhecido. Provavelmente para além do além haverá sempre um além.
O problema é que se à procura de muros em vez de se procurarem pontes. Procura-se o que nos separa em vez daquilo que nos une. Este comportamento cria fracturas em vez de uniões. Isto verifica-se especialmente nas questões religiosas e ideológicas.
Porque motivo se há-de ter uma só religião quando podemos partilhar de todas elas o que cada uma tem de bom para todos?
Será que não existem pontes entre o marxismo, o cristianismo, entropia, a criação, a psicologia, o espiritismo, … ad infinitum? Porque continuamos à procura dos muros?
Parece que a unificação é impossível, mas a teoria do campo parece contrariar isto quando refere que tudo está ligado em rede. Veja-se as implicações a nível global, que tem um peno distúrbio na economia dos EUA. Esse distúrbio não implica alterações de comportamento de quase todos? Até ao extremo de haverem suicídios e crimes relacionados com esse pequeno distúrbio económico, os juros aumentam e há sempre alguém que desespera por não poder cumprir os seus compromissos assumidos com credores.
A teoria do caos (um leve bater de asas duma borboleta na China provoca um furacão na América do Norte) também nos conduz á percepção de que tudo está interligado.
Poeticamente o grande Fernando Pessoa dizia, que sempre que se deixava cair um grão de areia, todo o universo estremecia, não será isto verdade á luz da teoria da gravitação?
Penso que o encontro do homem com ele próprio só acontecerá quando ele tomar consciência que é parte integrante do sistema universal e não é possível existir desintegrado desse sistema que possivelmente é o infinito absoluto a que Descartes chamava a perfeição porque por mais que se lhe retire ou acrescente ele continua imutável por ser infinito. Pode ser que este sistema infinito a que chamamos universo seja o deus que nunca o homem poderá conhecer, por ser parte integrante e actuante nele (teoria dos fractais).
Em 1879 a psicologia só se emancipou da filosofia e esta com os pré socráticos emancipou-se da superstição. Mas no fundo, será que, o "primeiro homem" já carregaria consigo todo o saber ciência e conhecimentos que hoje conhecemos e que há-de inevitavelmente aumentar? Não será que aqueles que vieram depois o que fizeram não foi mais do que tomar consciência (descobrir) do estava neles? Como fez o tal "primeiro homem" quando tomou consciência da sua própria existência, se descobriu?
Vasco penso que tudo está intimamente interligado, se "confusão" parece existir é porque não queremos aceitar a existência das "pontes", que teimamos, em querer substituir por muros, numa abordagem analítica em vez de sistémica, do universo "humano" e não só.
Zambujal, 16 de Setembro de 2007
Na minha opinião, a grande questão que se coloca é a super especialização (saber quase tudo sobre quase nada) que a sociedade de hoje exige. O homem aspira a completar-se, mas é obrigado a não misturar, é-lhe quase que exigido uma abordagem analítica de acerca de tudo. Isto é, temos que analisar as coisas isoladamente, e optar. Penso que na questão religiosa, não se foge à regra.
Criam-se muros em vez de pontes. Talvez, se ao contrário fosse exigida uma análise sistémica, o "paradigma perdido" explanado por Edgar Morin, fosse encontrado.
Senão vejamos. Porque havemos de ter uma só religião ou ideologia quase sempre geradoras de intolerâncias e fanatismos (dogmas e verdades absolutas) quando a integração de todos os saberes adquiridos pela humanidade até hoje são (penso) o caminhar para o que se atribui a "deus" dogmaticamente e que desconhecemos e possivelmente nunca será conhecido. Provavelmente para além do além haverá sempre um além.
O problema é que se à procura de muros em vez de se procurarem pontes. Procura-se o que nos separa em vez daquilo que nos une. Este comportamento cria fracturas em vez de uniões. Isto verifica-se especialmente nas questões religiosas e ideológicas.
Porque motivo se há-de ter uma só religião quando podemos partilhar de todas elas o que cada uma tem de bom para todos?
Será que não existem pontes entre o marxismo, o cristianismo, entropia, a criação, a psicologia, o espiritismo, … ad infinitum? Porque continuamos à procura dos muros?
Parece que a unificação é impossível, mas a teoria do campo parece contrariar isto quando refere que tudo está ligado em rede. Veja-se as implicações a nível global, que tem um peno distúrbio na economia dos EUA. Esse distúrbio não implica alterações de comportamento de quase todos? Até ao extremo de haverem suicídios e crimes relacionados com esse pequeno distúrbio económico, os juros aumentam e há sempre alguém que desespera por não poder cumprir os seus compromissos assumidos com credores.
A teoria do caos (um leve bater de asas duma borboleta na China provoca um furacão na América do Norte) também nos conduz á percepção de que tudo está interligado.
Poeticamente o grande Fernando Pessoa dizia, que sempre que se deixava cair um grão de areia, todo o universo estremecia, não será isto verdade á luz da teoria da gravitação?
Penso que o encontro do homem com ele próprio só acontecerá quando ele tomar consciência que é parte integrante do sistema universal e não é possível existir desintegrado desse sistema que possivelmente é o infinito absoluto a que Descartes chamava a perfeição porque por mais que se lhe retire ou acrescente ele continua imutável por ser infinito. Pode ser que este sistema infinito a que chamamos universo seja o deus que nunca o homem poderá conhecer, por ser parte integrante e actuante nele (teoria dos fractais).
Em 1879 a psicologia só se emancipou da filosofia e esta com os pré socráticos emancipou-se da superstição. Mas no fundo, será que, o "primeiro homem" já carregaria consigo todo o saber ciência e conhecimentos que hoje conhecemos e que há-de inevitavelmente aumentar? Não será que aqueles que vieram depois o que fizeram não foi mais do que tomar consciência (descobrir) do estava neles? Como fez o tal "primeiro homem" quando tomou consciência da sua própria existência, se descobriu?
Vasco penso que tudo está intimamente interligado, se "confusão" parece existir é porque não queremos aceitar a existência das "pontes", que teimamos, em querer substituir por muros, numa abordagem analítica em vez de sistémica, do universo "humano" e não só.
Zambujal, 16 de Setembro de 2007
Noite de Fados

Noite de Fados - No passado Sábado, 13 de Outubro, a Associação Cultural e Recreativa do Zambujal, levou a efeito a anunciada Noite de Fados, que ao encher o Salão com amigos e sócios da ACRZ, foi um êxito numa maravilhosa noite que se prolongou até de madrugada, (duas da manhã).
Este evento consistiu numa primeira parte, preenchida com o fado castiço de Lisboa na voz da fadista da Mouraria, Odete Rocha. Na segunda parte que teve início à meia noite, foi a vez de Coimbra, em que o grupo “Velha Guarda Coimbrã” ofereceu aos presentes uma serenata, durante a qual as guitarras portuguesas e as vozes vestidas com o negro das capas da academia, encheram a sala com a musica e os poemas, que dão corpo à nossa alma lusitana e coimbrã, no romantismo e na saudade, que do “Choupal até à Lapa” nos mostra a cidade das tradições e saberes. Pois é na hora da despedida que “Coimbra tem mais encanto” e emocionados os presentes cantaram a despedida terminando com um grande Eeeeeeefe, eeeeRRRre, ah.
Durante o evento foi servido caldo verde, chouriço assado e vinho.
A ACRZ ofereceu a cada elemento do grupo de fados uma miniatura de guitarra artesanal e leiloou outra destas peças que foi arrematada por cento e cinquenta euros para ajudar à conclusão das obras do salão.
Carlos Rebola
Este evento consistiu numa primeira parte, preenchida com o fado castiço de Lisboa na voz da fadista da Mouraria, Odete Rocha. Na segunda parte que teve início à meia noite, foi a vez de Coimbra, em que o grupo “Velha Guarda Coimbrã” ofereceu aos presentes uma serenata, durante a qual as guitarras portuguesas e as vozes vestidas com o negro das capas da academia, encheram a sala com a musica e os poemas, que dão corpo à nossa alma lusitana e coimbrã, no romantismo e na saudade, que do “Choupal até à Lapa” nos mostra a cidade das tradições e saberes. Pois é na hora da despedida que “Coimbra tem mais encanto” e emocionados os presentes cantaram a despedida terminando com um grande Eeeeeeefe, eeeeRRRre, ah.
Durante o evento foi servido caldo verde, chouriço assado e vinho.
A ACRZ ofereceu a cada elemento do grupo de fados uma miniatura de guitarra artesanal e leiloou outra destas peças que foi arrematada por cento e cinquenta euros para ajudar à conclusão das obras do salão.
Carlos Rebola
Subscrever:
Mensagens (Atom)


